Saúde da mulher

Amamentação: dor, fissuras e baixa produção — o que ajuda

Conteúdo informativo — não substitui avaliação médica individual. Em emergências, procure um pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU).

Amamentar é natural, mas nem sempre é fácil — principalmente nas primeiras semanas. Dor, rachaduras no bico do peito e a dúvida sobre "ter leite suficiente" estão entre os principais motivos de desmame antes da hora. A maioria desses problemas tem solução com ajuste de técnica e apoio adequado. Vale saber o que é esperado, o que ajuda e quando procurar um médico.

Dor e fissuras: quase sempre é a pega

Um desconforto leve nos primeiros segundos da mamada pode acontecer no início. Mas dor que continua durante as mamadas não é normal. A causa mais comum é a pega incorreta: o bebê abocanha só o bico do peito, em vez de pegar boa parte da aréola (a parte escura em volta). Na pega certa, a boca fica bem aberta, o queixo encosta na mama e sobra mais aréola visível acima da boca do que abaixo.

Corrigir a pega resolve a maior parte das dores e deixa as fissuras cicatrizarem. Passar o próprio leite materno no bico do peito depois das mamadas ajuda na recuperação. Se a dor continua mesmo com a pega aparentemente boa, vale uma avaliação. Pode haver outras causas, como a "língua presa" do bebê ou candidíase no bico do peito (infecção por fungo).

Leite empedrado e mastite: fique atenta aos sinais

O ingurgitamento é o famoso leite empedrado: a mama fica muito cheia, dura e dolorida, algo comum na "descida do leite". Ele melhora com mamadas frequentes, retirada de um pouco de leite para aliviar e compressas. O mais importante é manter o leite fluindo.

Já a mastite é a inflamação da mama, às vezes com infecção. Uma área fica vermelha, quente, dura e dolorida, geralmente com febre e mal-estar parecido com gripe. Mastite precisa de avaliação médica. O tratamento pode incluir antibiótico quando indicado. E, na maioria dos casos, a amamentação deve ser mantida, não interrompida. Procure atendimento com urgência se houver febre alta que não passa, piora rápida ou um ponto amolecido na mama, que pode ser um abscesso (acúmulo de pus).

O mito do "leite fraco"

Leite fraco não existe. O leite materno é completo e se adapta às necessidades do bebê. A impressão de "pouco leite" quase sempre vem de comportamentos normais — mamadas frequentes, choro, fases de crescimento acelerado — e não de baixa produção de verdade. Os sinais que valem são objetivos: ganho de peso adequado nas consultas de rotina e fraldas molhadas várias vezes ao dia.

A produção responde à demanda: quanto mais o bebê mama com a pega correta, mais leite o corpo produz. Dar fórmula por conta própria, sem indicação, reduz esse estímulo e pode diminuir a produção de verdade.

Apoio profissional faz diferença

A OMS e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam leite materno como alimento exclusivo até os 6 meses e, junto com outros alimentos, até os 2 anos ou mais. Elas também reconhecem que isso exige rede de apoio. Bancos de leite humano, consultoras de amamentação e as equipes de saúde são aliados. Por teleconsulta, o médico avalia dor, fissuras e sinais de mastite, orienta a técnica e o manejo e identifica quando é preciso atendimento presencial — sem você precisar sair de casa com o recém-nascido.

Atendimento por chat com médico real (CRM). Quando indicado, você recebe receita, atestado e pedido de exame em PDF, válidos em todo o Brasil.

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Conteúdo informativo. O diagnóstico de mastite e a prescrição de qualquer medicamento dependem de avaliação médica individual. Em caso de febre alta persistente ou piora rápida da mama, procure atendimento presencial.

Fontes: Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Organização Mundial da Saúde (OMS).