Saúde da mulher

Corrimento vaginal: o que é normal e o que investigar

Conteúdo informativo — não substitui avaliação médica individual. Em emergências, procure um pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU).

Ter corrimento não é, por si só, sinal de doença. A vagina produz uma secreção natural, que muda ao longo do ciclo menstrual. O que merece atenção é a mudança de padrão: cor, cheiro ou quantidade diferentes, principalmente com coceira, ardência ou dor. Saber diferenciar evita preocupação sem motivo. Também evita o tratamento por conta própria, que pode esconder o problema de verdade.

O corrimento normal

A secreção normal costuma ser clara ou um pouco esbranquiçada, sem cheiro forte e sem coceira. Ela aumenta naturalmente no meio do ciclo, no período fértil, quando fica mais elástica, parecida com clara de ovo. Também aumenta na gravidez e com alguns anticoncepcionais. Nada disso precisa de tratamento.

Padrões que sugerem infecção

  • Corrimento branco e grumoso, parecido com leite talhado, com coceira intensa e vermelhidão: sugere candidíase.
  • Corrimento acinzentado, mais líquido, com cheiro forte de peixe que piora depois da relação: sugere vaginose bacteriana, um desequilíbrio das bactérias da vagina.
  • Corrimento amarelo-esverdeado, às vezes com bolhas, com cheiro ruim, coceira e ardência: sugere tricomoníase, uma infecção transmitida na relação sexual. Nesse caso, o parceiro também precisa de avaliação.
  • Corrimento com sangue fora do período menstrual, dor no pé da barriga ou febre: precisa de investigação médica, não de pomada.

O problema de se tratar sozinha

É comum usar o mesmo creme vaginal a cada episódio de corrimento, sem receita. O risco é que causas diferentes pedem tratamentos diferentes. Remédio para fungo não trata vaginose. E tratar tricomoníase sem tratar o parceiro faz a infecção voltar. Usar produtos repetidamente sem diagnóstico pode aliviar na hora, mas esconde a causa real e atrasa a descoberta de infecções que merecem atenção.

Duchas vaginais e excesso de sabonete íntimo também desequilibram a flora — as bactérias boas que protegem a região — e pioram o quadro.

Quando procurar avaliação

Converse com um médico sempre que o corrimento mudar de padrão, tiver cheiro forte ou vier com coceira, ardência, dor na relação, dor no pé da barriga ou sangramento fora do período. Por teleconsulta, o médico entende o seu corrimento pelos sintomas, identifica a causa mais provável e orienta o que fazer. Quando há indicação clínica, ele prescreve o tratamento adequado e pede avaliação presencial e exames se for preciso. Aproveite para manter em dia o preventivo, o exame que rastreia o câncer de colo do útero. Ele faz parte do cuidado ginecológico de rotina.

Atendimento por chat com médico real (CRM). Quando indicado, você recebe receita, atestado e pedido de exame em PDF, válidos em todo o Brasil.

Iniciar consulta por chat

Conteúdo informativo. O diagnóstico da causa do corrimento e qualquer prescrição dependem de avaliação médica individual. Em caso de dor pélvica intensa, febre ou sangramento anormal, procure atendimento presencial.

Fontes: Ministério da Saúde (PCDT de Infecções Sexualmente Transmissíveis) e Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).