Saúde mental
Crise de pânico: como reconhecer e o que fazer na hora
Conteúdo informativo — não substitui avaliação médica individual. Em emergências, procure um pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU).
A crise de pânico é uma onda de medo muito forte que chega de repente e atinge o ponto máximo em poucos minutos. Os sintomas no corpo são tão intensos que muita gente acha que está infartando. A crise assusta, mas não é perigosa em si. Entender o que está acontecendo é o primeiro passo para retomar o controle.
Como reconhecer uma crise de pânico
- Coração disparado ou batendo forte, dor ou aperto no peito.
- Falta de ar, sensação de sufoco ou de "bolo na garganta".
- Tremores, suor frio e formigamento nas mãos e ao redor da boca.
- Tontura, sensação de que vai desmaiar ou de estar "fora do próprio corpo".
- Medo intenso de morrer, de enlouquecer ou de perder o controle.
Os sintomas podem surgir do nada ou depois de um gatilho. Eles chegam ao máximo em cerca de 10 minutos e costumam passar em 20 a 30 minutos. Como a crise imita um infarto, ela é uma das causas mais comuns de ida ao pronto-socorro por dor no peito.
O que fazer na hora
Primeiro, lembre: a crise é forte, mas passa sozinha e não machuca o corpo. Respire devagar. Puxe o ar pelo nariz contando até 4, segure por 2 segundos e solte pela boca contando até 6 — soltar o ar devagar acalma o corpo. Outra técnica que ajuda é a ancoragem (também chamada de "grounding"): nomeie 5 coisas que você vê, 4 que pode tocar, 3 sons que ouve, 2 cheiros e 1 sabor. Tente não sair correndo do lugar. Ficar e ver a crise passar ensina ao cérebro que não há perigo de verdade.
Crise isolada ou transtorno do pânico?
Ter uma crise única na vida é relativamente comum e não é doença. O transtorno do pânico acontece quando as crises se repetem e a pessoa passa a viver com medo constante da próxima. Ela começa a evitar lugares e situações — isso pode virar agorafobia, o medo de estar em locais de onde seria difícil sair. Nesse caso, o tratamento funciona muito bem e evita que o problema limite a vida: psicoterapia, principalmente a TCC (terapia cognitivo-comportamental), e medicação quando o médico indicar.
Quando investigar o coração
Na primeira vez, ou sempre que houver dúvida, dor forte no peito merece avaliação presencial. Isso vale ainda mais para quem tem pressão alta, diabetes, fuma, tem casos na família ou mais de 40 anos. Dor em aperto que vai para o braço ou a mandíbula, com suor frio e falta de ar que não passa, exige pronto-socorro ou SAMU 192. Depois que o médico descartar problema no coração, a teleconsulta é um bom caminho para confirmar o diagnóstico de pânico, aprender a lidar com as crises e organizar o tratamento.
Atendimento por chat com médico real (CRM). Quando indicado, você recebe receita, atestado e pedido de exame em PDF, válidos em todo o Brasil.
Iniciar consulta por chatConteúdo informativo. A diferenciação entre crise de pânico e causas cardíacas e o tratamento adequado dependem de avaliação médica individual. Em dor no peito com sinais de alerta, procure um pronto-socorro ou ligue 192.
Fontes: Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e Organização Mundial da Saúde (OMS).