Saúde do homem

ISTs no homem: sintomas, testagem e prevenção

Conteúdo informativo — não substitui avaliação médica individual. Em emergências, procure um pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU).

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) seguem muito presentes no Brasil. A sífilis mantém números altos, e os casos de HIV vêm crescendo justamente entre homens jovens. A boa notícia: o teste é de graça, todas têm tratamento e a maioria tem cura. O que não funciona é esperar o sintoma sumir sozinho.

Sintomas que pedem avaliação

  • Corrimento no canal da urina: secreção saindo pelo pênis, com ou sem ardência ao urinar — típico de gonorreia e clamídia.
  • Feridas no pênis, no ânus ou na boca — mesmo sem dor (a ferida da sífilis não dói e some sozinha, mas a infecção continua no corpo).
  • Verrugas genitais (HPV): lesões parecidas com couve-flor no pênis, na virilha ou na região do ânus.
  • Dor ou inchaço nos testículos, dor ao ejacular.
  • Manchas no corpo, incluindo as palmas das mãos e as plantas dos pés (segunda fase da sífilis).

Atenção ao detalhe mais traiçoeiro: muitas ISTs não causam sintoma nenhum no homem. Clamídia, HPV, HIV e hepatites podem ficar silenciosas por anos, sendo transmitidas nesse período. Por isso, quem tem vida sexual ativa deve se testar de tempos em tempos, com ou sem queixa.

Testagem: gratuita e sem burocracia no SUS

Qualquer UBS (posto de saúde) e os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) oferecem testes rápidos gratuitos de HIV, sífilis e hepatites B e C. O resultado sai em poucos minutos e não precisa de pedido médico. O Ministério da Saúde ampliou a oferta do teste rápido combinado de HIV e sífilis nos últimos anos. Descobrir cedo muda tudo: sífilis tem cura com tratamento simples, e quem tem HIV e faz o tratamento até o vírus ficar indetectável no sangue não transmite o vírus por via sexual.

Prevenção: mais ferramentas do que você imagina

  • Camisinha: continua sendo a proteção mais ampla contra o conjunto das ISTs, e é distribuída de graça no SUS.
  • PrEP (profilaxia pré-exposição): remédio de uso contínuo que previne o HIV, disponível no SUS para quem tem maior exposição ao vírus.
  • PEP (profilaxia pós-exposição): remédio de emergência que deve começar em até 72 horas após uma situação de risco para o HIV — quanto antes, melhor. Procure uma UPA ou serviço de referência.
  • Vacina HPV: disponível no SUS — confira a faixa etária vigente e veja o artigo sobre vacina de HPV em adultos.

Parceiros tratam juntos

Tratar só um lado do casal é receita para pegar a infecção de novo. A parceria sexual precisa ser avisada, testada e tratada ao mesmo tempo, mesmo sem sintomas. Isso não é questão de confiança — é assim que a corrente de transmissão se quebra.

Na teleconsulta, com privacidade total, o médico avalia os sintomas e as situações de risco, orienta quais testes fazer e onde, emite pedidos de exame quando indicado e, quando há indicação clínica, prescreve o tratamento e orienta como avisar os parceiros.

Atendimento por chat com médico real (CRM). Quando indicado, você recebe receita, atestado e pedido de exame em PDF, válidos em todo o Brasil.

Iniciar consulta por chat

Conteúdo informativo. O diagnóstico e o tratamento de ISTs dependem de avaliação médica e testagem individual. Em caso de exposição de risco ao HIV, procure imediatamente um serviço de saúde para avaliar PEP (janela de 72 horas).

Fontes: Ministério da Saúde (Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs) e Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).