Sintomas comuns

Acne: causas e tratamentos que funcionam

Conteúdo informativo — não substitui avaliação médica individual. Em emergências, procure um pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU).

A acne é uma das doenças de pele mais comuns do mundo — e uma das mais cercadas de mitos. Não é falta de higiene, não é "só estética" e não precisa ser aguentada até "passar da idade". É uma doença dos poros e das glândulas de oleosidade da pele, com tratamentos eficazes e bem estabelecidos para cada grau.

O que causa (e o que não causa)

A acne nasce da combinação de quatro fatores: excesso de oleosidade (influenciado pelos hormônios), poros entupidos, bactérias se multiplicando e inflamação. Não é causada por sujeira — e lavar o rosto muitas vezes ao dia ou esfregar com força piora, porque irrita a pele e estimula ainda mais oleosidade. Cosméticos e protetores solares oleosos, alguns remédios e o atrito de capacete ou celular no rosto também podem contribuir. A acne da mulher adulta é cada vez mais reconhecida: aparece depois dos 25 anos, concentrada na parte de baixo do rosto e no maxilar, e costuma piorar antes da menstruação. Às vezes tem relação com alterações hormonais, como a síndrome dos ovários policísticos — que merece investigação quando há outros sinais.

Quando tratar — e por que não adiar

Vale tratar sempre que a acne incomoda — e há duas razões concretas para não adiar. A primeira são as cicatrizes: a espinha inflamada e não tratada pode deixar marcas permanentes, muito mais difíceis de tratar do que a própria acne. A segunda é o impacto emocional, que é real e comprovado: a acne afeta a autoestima e o convívio. O tratamento avança por etapas, conforme o grau: cremes e géis com ativos específicos, antibióticos por tempo definido, tratamento hormonal em algumas mulheres e, nos casos graves ou que não respondem, a isotretinoína em comprimido. Esse remédio é eficaz, mas de controle especial: exige receita própria, acompanhamento médico com exames e uso rigoroso de anticoncepcional em mulheres que podem engravidar, porque causa má-formação no bebê. Nunca deve ser usado por conta própria ou "emprestado".

O que você pode fazer desde já

  • Lave o rosto com delicadeza 2 vezes ao dia, com sabonete adequado ao seu tipo de pele — sem esfregar.
  • Prefira produtos "não comedogênicos" (que não entopem os poros), inclusive o protetor solar.
  • Não esprema as espinhas — espremer aumenta a inflamação, mancha e deixa cicatriz.
  • Tenha paciência com o tratamento: os resultados aparecem em semanas a poucos meses, e a constância importa mais que a intensidade.

Na teleconsulta, com fotos da pele, o médico classifica o grau da acne, monta o tratamento adequado (de passar ou de tomar), investiga a parte hormonal quando o padrão sugere e orienta o acompanhamento — encaminhando ao dermatologista os casos que precisam de procedimentos ou de remédios com controle especial.

Atendimento por chat com médico real (CRM). Quando indicado, você recebe receita, atestado e pedido de exame em PDF, válidos em todo o Brasil.

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Conteúdo informativo. O tratamento da acne — incluindo qualquer medicamento oral — depende de avaliação e acompanhamento médico individual.

Fontes: Sociedade Brasileira de Dermatologia e Anvisa (medicamentos de controle especial).