Saúde da mulher

Ovários policísticos (SOP): sintomas, diagnóstico e tratamento

Conteúdo informativo — não substitui avaliação médica individual. Em emergências, procure um pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU).

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é um dos problemas hormonais mais comuns em mulheres em idade de ter filhos. Apesar do nome, o problema não está em "cistos". E ter ovários com aparência policística no ultrassom, sozinho, não significa ter a síndrome. Entender o diagnóstico correto muda o tratamento.

Quais são os sinais da SOP

A síndrome tem dois pilares. O primeiro é a menstruação irregular: ciclos longos, imprevisíveis ou ausentes, sinal de que a ovulação acontece pouco. O segundo é o excesso de hormônios masculinos no corpo da mulher, que os médicos chamam de hiperandrogenismo. Ele aparece como acne que não melhora, aumento de pelos no rosto, no peito e na barriga e, em algumas mulheres, queda de cabelo parecida com a calvície masculina. Dificuldade para engravidar e tendência a ganhar peso também são queixas frequentes.

Diagnóstico: não é só ultrassom

O diagnóstico é clínico e usa critérios combinados. Em geral, é preciso ter pelo menos dois de três achados: ovulação irregular, sinais de excesso de hormônio masculino (no corpo ou nos exames de sangue) e ovários com aparência policística no ultrassom. Antes disso, o médico precisa descartar outras causas, como problemas de tireoide e alterações da prolactina.

Muitas mulheres jovens têm ovários de aspecto policístico no ultrassom sem ter a síndrome. Por isso, o exame de imagem sozinho não confirma nem afasta o diagnóstico.

A parte metabólica: resistência à insulina

A SOP muitas vezes vem junto com a resistência à insulina: o corpo precisa de mais insulina para controlar o açúcar no sangue. Isso aumenta o risco de pré-diabetes, diabetes tipo 2 e alterações de colesterol ao longo da vida. Por isso, quem tem SOP deve fazer avaliação metabólica de tempos em tempos. Mudanças no estilo de vida — alimentação, atividade física e cuidado com o peso quando indicado — são parte central do tratamento. Elas comprovadamente melhoram o ciclo e o metabolismo.

Tratamento: depende do seu objetivo

  • Regularizar o ciclo e proteger o útero: há opções com e sem hormônio, definidas caso a caso.
  • Melhorar a pele e os pelos: existem tratamentos específicos para o excesso de hormônio masculino. A resposta é gradual, ao longo de meses.
  • Engravidar: há tratamentos que estimulam a ovulação, com boa taxa de sucesso, conduzidos por especialista.
  • Saúde metabólica: estilo de vida sempre, e remédio quando o médico identifica indicação.

Por teleconsulta, o médico avalia seus sintomas e seu histórico menstrual e pede os exames necessários para confirmar ou descartar a SOP. Depois, explica o quadro e monta o plano conforme o seu objetivo, encaminhando ao especialista presencial quando indicado.

Atendimento por chat com médico real (CRM). Quando indicado, você recebe receita, atestado e pedido de exame em PDF, válidos em todo o Brasil.

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Conteúdo informativo. O diagnóstico de SOP e a escolha de qualquer tratamento dependem de avaliação médica individual, com exclusão de outras causas hormonais.

Fontes: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).