Saúde e prevenção

Ansiedade, burnout e depressão: são coisas diferentes

“Estou ansioso”, “estou em burnout”, “estou deprimido”: frases parecidas que descrevem experiências clinicamente diferentes e pedem caminhos diferentes. Nomear bem o que se sente é o primeiro passo do tratamento.

Transtornos de ansiedade

Compartilham um eixo: preocupação excessiva e desproporcional, persistente por meses, com manifestações físicas (taquicardia, falta de ar, aperto no peito, tensão muscular, insônia). O tratamento melhor estabelecido inclui psicoterapia (TCC), mudanças de estilo de vida e, em casos moderados a graves, medicação (ISRS, IRSN).

Burnout

Reconhecido pela OMS (CID-11) como fenômeno ocupacional, com três dimensões: exaustão emocional, cinismo em relação ao trabalho e redução do senso de realização. Burnout NÃO é depressão: o tratamento envolve, fundamentalmente, mudanças nas condições de trabalho, além de apoio psicológico. Tratar só com remédio, sem mudar o trabalho, costuma fracassar.

Depressão maior

Humor deprimido ou perda de prazer na maioria dos dias por pelo menos duas semanas, com alterações de sono, apetite, energia, concentração e, em casos graves, ideação suicida. O PHQ-9 ajuda a triar. Tem tratamento eficaz: psicoterapia, antidepressivos e exercício. Hipotireoidismo, anemia e deficiência de B12/D mimetizam quadros psiquiátricos e devem ser descartados.

Pelo chat da Consulta+ o médico pode aplicar instrumentos de triagem (GAD-7, PHQ-9), pedir exames para descartar causas físicas, prescrever tratamento quando indicado e encaminhar para psicoterapia.

Atendimento por chat com médico real (CRM). Quando indicado, você recebe receita, atestado e pedido de exame em PDF, válidos em todo o Brasil.

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Conteúdo informativo. O diagnóstico e o tratamento de quadros psiquiátricos dependem de avaliação clínica individual.