Saúde e prevenção

Apneia do sono: ronca alto e acorda cansado?

Estudos brasileiros estimam que cerca de 1 em cada 3 adultos tem algum grau de apneia obstrutiva do sono — e a grande maioria nunca foi diagnosticada. A apneia acontece quando a musculatura da faringe relaxa e fecha a via aérea por segundos, repetidas vezes por hora.

Sinais clássicos

  • Ronco alto e habitual, com pausas de respiração percebidas pelo parceiro(a).
  • Engasgos noturnos e boca seca ao acordar.
  • Sono que não descansa mesmo dormindo 8 ou 9 horas.
  • Dor de cabeça matinal, sonolência diurna excessiva, irritabilidade e dificuldade de concentração.

Dormir mal de forma crônica é fator de risco independente para hipertensão resistente, fibrilação atrial, AVC, infarto, resistência à insulina, diabetes tipo 2 e até alterações cognitivas precoces. Motoristas com apneia moderada a grave têm risco de acidente 2 a 3 vezes maior.

Como investigar

Existe um questionário validado, o STOP-Bang, aplicável em 2 minutos, que estratifica o risco. Quem tem risco intermediário ou alto deve fazer o exame de confirmação: polissonografia em laboratório (padrão-ouro) ou poligrafia domiciliar (feita em casa, mais acessível). O índice de apneia-hipopneia (IAH) classifica em leve (5–14/h), moderada (15–29) e grave (30 ou mais).

O tratamento varia: medidas comportamentais (perder peso, dormir de lado, reduzir álcool e sedativos), CPAP (padrão-ouro para casos moderados a graves), aparelhos intraorais e, em casos selecionados, cirurgia. No chat da Consulta+ o médico pode aplicar o STOP-Bang, indicar o exame adequado e orientar o tratamento.

Atendimento por chat com médico real (CRM). Quando indicado, você recebe receita, atestado e pedido de exame em PDF, válidos em todo o Brasil.

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Material informativo. O diagnóstico depende de avaliação clínica e exame específico (polissonografia ou poligrafia domiciliar). A indicação de CPAP, aparelho intraoral ou cirurgia é individual.