Sintomas comuns
Dor de cabeça: quando é enxaqueca e quando se preocupar
Conteúdo informativo — não substitui avaliação médica individual. Em emergências, procure um pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU).
A dor de cabeça é uma das queixas mais comuns nos consultórios. Na grande maioria das vezes, ela não é perigosa: costuma ser dor tensional ou enxaqueca. O importante é saber a diferença entre elas e conhecer os poucos sinais que pedem atendimento imediato.
Tensional ou enxaqueca?
A dor de cabeça tensional parece um aperto dos dois lados da cabeça, como um capacete. É leve ou moderada, não causa enjoo e costuma aparecer com estresse, má postura e noites mal dormidas. Já a enxaqueca (migrânea) é diferente: a dor lateja, fica de um lado só e vai de moderada a forte. Ela piora com esforço, luz e barulho. Pode vir com enjoo, vômito e, em algumas pessoas, com a chamada aura — pontos brilhantes ou linhas em zigue-zague na visão antes da dor.
A enxaqueca é uma doença neurológica (do sistema nervoso) que vai e volta — e tem tratamento específico. Existe remédio para a crise e tratamento preventivo, indicado quando as crises são frequentes (em geral, 4 ou mais dias de dor por mês). Atenção a um hábito comum: tomar analgésico por conta própria mais de 10 a 15 dias por mês pode causar a dor de cabeça por excesso de remédio. Nesse ciclo, o próprio analgésico passa a manter a dor.
Sinais de alerta — procure atendimento presencial imediato
- Dor "explosiva", a pior da vida, que chega ao máximo em segundos ou minutos (os médicos chamam de cefaleia em trovoada).
- Dor com febre e nuca dura (dificuldade de encostar o queixo no peito).
- Dor junto com fraqueza em um lado do corpo, fala enrolada, problema de visão que não passa ou confusão mental.
- Dor nova depois de uma pancada na cabeça, ou em pessoa com câncer, HIV ou que usa anticoagulante (remédio para afinar o sangue).
- Dor de um tipo totalmente novo depois dos 50 anos, ou dor que só piora ao longo de semanas.
Sem esses sinais de alerta, a maioria dos casos pode ser avaliada por teleconsulta. O médico analisa o tipo da dor e identifica os gatilhos, como sono ruim, jejum, cafeína, ciclo menstrual e excesso de telas. Ele também orienta o tratamento da crise e, quando há indicação médica, prescreve e organiza a prevenção e o acompanhamento.
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Iniciar consulta por chatConteúdo informativo. O diagnóstico do tipo de cefaleia e a prescrição de qualquer medicamento dependem de avaliação médica individual. Nos sinais de alerta acima, procure um pronto-socorro.
Fontes: Sociedade Brasileira de Cefaleia e International Headache Society (ICHD-3).