Saúde da mulher

Endometriose: dor que não é normal

Conteúdo informativo — não substitui avaliação médica individual. Em emergências, procure um pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU).

Cólica que impede de trabalhar, estudar ou sair da cama não é "frescura" nem faz parte de ser mulher. Pode ser endometriose. Nessa doença, um tecido parecido com o revestimento interno do útero cresce fora dele. Segundo a OMS, ela afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade de ter filhos. No Brasil, o diagnóstico ainda demora, em média, 7 anos.

Sinais que merecem atenção

  • Cólica menstrual que piora com o tempo: dor mais forte a cada ano, que não melhora com analgésico comum e limita suas atividades.
  • Dor na relação sexual, principalmente na penetração mais profunda.
  • Dor ao evacuar ou urinar durante o período menstrual.
  • Dor no pé da barriga que não passa, mesmo fora da menstruação.
  • Dificuldade para engravidar. A endometriose é uma das principais causas de infertilidade feminina.

Por que o diagnóstico demora tanto

Segundo o Ministério da Saúde, a mulher com endometriose leva em média 7 anos entre o início dos sintomas e o diagnóstico. O principal motivo é achar que cólica forte é normal. A família, a escola, o trabalho e, às vezes, até profissionais de saúde repetem que "é assim mesmo" e que "toma um remédio e passa". O desconhecimento da doença também pesa. O resultado são anos de dor que poderia ser evitada e, em alguns casos, o avanço das lesões. A mensagem central é simples: cólica que incapacita deve ser investigada, não tolerada.

Como o diagnóstico é feito

O diagnóstico começa na conversa com o médico. Uma história de dor bem detalhada já levanta forte suspeita e permite começar o cuidado. Exames de imagem direcionados ajudam a mapear onde estão as lesões e o tamanho delas: ultrassom transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética da pelve, feitos em serviços com experiência em endometriose. A cirurgia (videolaparoscopia, feita por pequenos furos na barriga) hoje fica reservada a casos selecionados. Ela não é mais obrigatória para começar a tratar.

Tratamento: um plano para cada mulher

Não existe receita única. O plano depende da intensidade da dor, da extensão da doença, da idade e — muito importante — do desejo de engravidar. As opções incluem o controle da dor, tratamentos hormonais que freiam o estímulo às lesões e cirurgia em situações específicas. Na dor crônica, o cuidado costuma envolver mais profissionais, como fisioterapia da região pélvica e apoio psicológico. Com tratamento adequado, a maioria das mulheres melhora bastante a qualidade de vida.

Por teleconsulta, o médico entende a sua dor e avalia a suspeita de endometriose. Quando indicado, pede os exames de imagem adequados e orienta o encaminhamento a serviços especializados — encurtando um caminho que ainda demora anos para muitas mulheres.

Atendimento por chat com médico real (CRM). Quando indicado, você recebe receita, atestado e pedido de exame em PDF, válidos em todo o Brasil.

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Conteúdo informativo. O diagnóstico de endometriose e a definição do tratamento dependem de avaliação médica individual. Em caso de dor pélvica aguda e intensa, procure atendimento presencial.

Fontes: Ministério da Saúde, Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Organização Mundial da Saúde (OMS).