Saúde e prevenção
Gordura no fígado (esteatose): a hepatite que mais cresce
Existe uma hepatite que não é viral, é silenciosa e já supera em prevalência qualquer hepatite viral no Brasil: a esteatose hepática associada à disfunção metabólica (MASLD), a “gordura no fígado”. Estima-se que cerca de 1 em cada 3 adultos tenha algum grau.
Como evolui
Começa como acúmulo de gordura, progride para inflamação (esteato-hepatite), depois fibrose e, em uma minoria, cirrose — com risco de hepatocarcinoma. Tudo de forma silenciosa, por 10, 20 ou 30 anos. Fatores de risco: obesidade (gordura visceral), pré-diabetes e diabetes tipo 2, resistência à insulina, triglicerídeos altos, HDL baixo, hipertensão e síndrome metabólica. Álcool, mesmo “social”, agrava.
A boa notícia: é reversível no início
Perda ponderal sustentada de 7 a 10% reduz inflamação e pode reverter fibrose leve a moderada. Pilares: comida de verdade com forte redução de açúcares e ultraprocessados, redução drástica ou eliminação do álcool, atividade física combinada e tratamento agressivo de pré-diabetes/diabetes.
Os exames iniciais são simples: enzimas hepáticas (ALT, AST, GGT), hemograma, glicemia, HbA1c, perfil lipídico e ultrassom de abdome. ALT e AST normais NÃO descartam a doença; em pacientes de risco, usa-se o escore FIB-4 e, em alguns casos, elastografia (FibroScan). Pelo chat da Consulta+ o médico pode estratificar o risco e orientar mudanças realistas.
Atendimento por chat com médico real (CRM). Quando indicado, você recebe receita, atestado e pedido de exame em PDF, válidos em todo o Brasil.
Iniciar consulta por chatConteúdo informativo. O diagnóstico, a estratificação e o tratamento dependem de avaliação médica e exames complementares.