Saúde pública (SUS)

Pressão alta (hipertensão): a doença silenciosa que dá para controlar

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é definida pelo Ministério da Saúde como pressão arterial sustentada ≥ 140/90 mmHg, confirmada em pelo menos duas aferições em consultas diferentes — salvo crise com PA ≥ 180/110 mmHg e lesão de órgão-alvo.

Pela Vigitel 2023, cerca de 27,9% dos adultos nas capitais brasileiras e no Distrito Federal relatam diagnóstico médico de hipertensão — a maior taxa da série histórica. O problema central é que a HAS costuma ser silenciosa: muitas pessoas só descobrem na farmácia, no trabalho ou num exame de rotina.

Quando surgem sintomas — dor de cabeça persistente, tontura, falta de ar, visão turva, dor no peito — muitas vezes a pressão já está elevada há meses ou anos. Sem controle, a HAS é um dos maiores fatores de risco para infarto, AVC, insuficiência cardíaca e doença renal crônica.

Como controlar

Todo adulto ≥ 18 anos deve ter a pressão medida na Unidade Básica de Saúde pelo menos uma vez a cada dois anos. Quem já tem diagnóstico entra no acompanhamento longitudinal na UBS. Medidas que fazem diferença: reduzir sal e ultraprocessados, manter peso saudável, praticar atividade física regular (20–30 minutos, 3×/semana), não fumar e moderar o álcool. Anti-hipertensivos estão disponíveis gratuitamente na Farmácia Popular e na rede pública.

Sinais de emergência (SAMU 192, UPA ou pronto-socorro): dor no peito, falta de ar intensa, perda súbita de força ou alteração da fala, desmaio ou dor de cabeça muito forte. Nunca interrompa ou altere medicação por conta própria.

Pelo chat da Consulta+, o médico pode avaliar seu risco cardiovascular, orientar o controle da pressão e prescrever tratamento quando indicado — complementando, não substituindo, o acompanhamento na UBS.

Atendimento por chat com médico real (CRM). Quando indicado, você recebe receita, atestado e pedido de exame em PDF, válidos em todo o Brasil.

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O diagnóstico de hipertensão exige medidas repetidas e avaliação médica individual.

Fontes: Linhas de Cuidado do Ministério da Saúde (HAS no adulto).