Saúde e prevenção

Saúde do coração: LDL, Lp(a) e o risco que ninguém vê

Doença cardiovascular (infarto, AVC, doença arterial periférica) é a principal causa de morte no Brasil e no mundo — e, na maioria dos casos, era prevenível com intervenções simples iniciadas anos antes do evento.

O número que importa não é o colesterol total

O que importa para o risco é o LDL-colesterol (o “colesterol ruim”), porque são as partículas LDL que se depositam nas artérias e iniciam a aterosclerose. Ganha relevância também a apolipoproteína B (apoB), que mede o número de partículas aterogênicas.

A Lp(a): o marcador que quase ninguém dosa

Cerca de 1 em cada 5 pessoas tem a lipoproteína(a) elevada. É geneticamente determinada, pouco influenciada por dieta, e aumenta o risco de forma independente — mesmo com colesterol “normal”. As diretrizes recomendam dosar a Lp(a) pelo menos uma vez na vida, sobretudo com histórico familiar de doença cardiovascular precoce.

O risco é global

O risco combina idade, sexo, pressão, tabagismo, glicemia/HbA1c, perfil lipídico, peso, sedentarismo e histórico familiar. Calculadoras (SBC, SCORE2, ASCVD) estimam o risco a 10 anos. As intervenções de maior impacto: parar de fumar, controlar pressão e diabetes, reduzir o LDL (dieta e, quando indicado, estatina), padrão alimentar mediterrâneo ou DASH e atividade física. O primeiro passo é simples: perfil lipídico, glicemia, HbA1c, função renal e medida adequada de pressão. Pelo chat da Consulta+ o médico calcula seu risco e indica o painel correto.

Atendimento por chat com médico real (CRM). Quando indicado, você recebe receita, atestado e pedido de exame em PDF, válidos em todo o Brasil.

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Conteúdo informativo. A interpretação do risco cardiovascular e a indicação de medicações dependem de avaliação médica individualizada.