Saúde mental

Insônia: causas e o que realmente funciona

Conteúdo informativo — não substitui avaliação médica individual. Em emergências, procure um pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU).

Passar a noite rolando na cama, olhar o relógio às 3h e acordar exausto: a insônia é uma das queixas mais comuns nos consultórios. Também é uma das mais maltratadas, porque a tentação de resolver com um comprimido por conta própria é grande. A boa notícia: existe tratamento eficaz e duradouro. Ele só não começa na farmácia.

O que é insônia (e o que a alimenta)

Insônia é a dificuldade constante de pegar no sono, de continuar dormindo ou de não acordar antes da hora — com prejuízo no dia seguinte: cansaço, irritação, falta de concentração. Períodos curtos de sono ruim em fases de estresse são normais. O problema é quando o quadro vira rotina. Em geral, um ciclo alimenta a insônia: a pessoa dorme mal, começa a se preocupar com o sono e fica mais tempo na cama "tentando dormir". A cama vira lugar de frustração, não de descanso.

O que realmente funciona

Para a insônia crônica (a que dura semanas ou meses), o primeiro tratamento indicado pelas principais diretrizes é a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-i). É um programa estruturado que corrige os hábitos e os pensamentos que mantêm o problema, com efeito mais duradouro que qualquer medicação. Os cuidados com o sono complementam:

  • Tenha horários regulares para deitar e, principalmente, para acordar — todos os dias.
  • Use a cama só para dormir e para o sexo: nada de telas, trabalho ou rolar o feed deitado.
  • Se não dormir em cerca de 20 minutos, levante e faça algo calmo, com luz baixa, até dar sono.
  • Evite café à tarde e à noite, cochilos longos de dia e álcool para "ajudar a dormir" (ele piora a qualidade do sono).
  • Pegue luz natural pela manhã e faça exercício com regularidade (não muito perto da hora de deitar).

A armadilha do remédio por conta própria

Remédios para dormir e calmantes usados sem acompanhamento são uma armadilha conhecida. O efeito diminui com o tempo (o corpo se acostuma), a pessoa passa a depender do remédio para dormir e, se para de repente, a insônia volta pior — e o ciclo continua. Alguns aumentam o risco de quedas e de falhas de memória, principalmente em idosos. Isso não significa que medicação nunca tenha vez: em situações específicas, o médico pode indicá-la, pelo menor tempo possível e com plano para parar. Sobre a melatonina, que virou moda, veja quando ela ajuda de verdade.

Quando investigar mais a fundo

Insônia que não passa merece avaliação, porque pode ser sinal de outro problema: apneia do sono (ronco alto, pausas na respiração, sono durante o dia), ansiedade e depressão, dor crônica, refluxo, alterações da tireoide ou efeito de medicamentos e outras substâncias. Na teleconsulta, o médico investiga o seu padrão de sono, procura causas tratáveis, monta o plano — incluindo a TCC-i e encaminhamentos — e acompanha a evolução, sem promessa de solução mágica.

Atendimento por chat com médico real (CRM). Quando indicado, você recebe receita, atestado e pedido de exame em PDF, válidos em todo o Brasil.

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Conteúdo informativo. O diagnóstico das causas da insônia e a indicação de qualquer medicamento dependem de avaliação médica individual. Nos sinais de alerta, procure atendimento presencial.

Fontes: Associação Brasileira do Sono, Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e American Academy of Sleep Medicine.