Sintomas comuns

IST: sintomas, tratamento, parcerias e o que fazer após exposição de risco

Conteúdo informativo — não substitui avaliação médica individual. Em emergências, procure um pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU).

As infecções sexualmente transmissíveis (IST) são comuns, têm tratamento e, em boa parte, cura. Muitas não dão sintomas, principalmente nas mulheres, e por isso o teste é tão importante quanto o tratamento. No SUS, os testes rápidos, o tratamento e a prevenção são gratuitos.

Sinais que podem ser IST

  • Corrimento pelo pênis, ou corrimento vaginal diferente do habitual, com ardor ao urinar: pode ser gonorreia, clamídia ou tricomoníase.
  • Feridas nos genitais, no ânus ou na boca, doloridas ou não: herpes genital, sífilis e outras.
  • Verrugas nos genitais ou no ânus: HPV.
  • Dor no baixo ventre na mulher, com febre, dor na relação sexual ou sangramento fora da menstruação: pode ser doença inflamatória pélvica.
  • Dor e inchaço no testículo, com ardor ao urinar: pode ser epididimite.
  • Manchas no corpo, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés semanas depois de uma ferida genital que sumiu sozinha: pode ser sífilis.

Como é o tratamento

  • O tratamento começa, sempre que possível, já na primeira consulta, com base nos sintomas e no exame, sem esperar resultado de exames, como prevê o protocolo do Ministério da Saúde.
  • Evite relação sexual até terminar o tratamento e os sintomas sumirem. Quando o tratamento é de dose única, espere pelo menos 7 dias.
  • A parceria sexual também precisa de avaliação e tratamento, mesmo sem sintomas. Sem isso, a infecção volta.
  • Faça os testes de HIV, sífilis e hepatites B e C sempre que houver o diagnóstico de uma IST: elas costumam vir juntas.
  • Não use sobra de remédio nem trate por conta própria: a escolha do antibiótico depende da infecção, e o uso errado gera bactérias resistentes, como já acontece com a gonorreia.

Exposição de risco: PEP em até 72 horas

Depois de relação sem preservativo, rompimento da camisinha ou violência sexual, a profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP) reduz muito o risco de infecção. São remédios tomados por 28 dias, que devem começar o quanto antes, em até 72 horas depois da exposição. Depois desse prazo, a PEP não é mais indicada. Ela é gratuita no SUS e está disponível em serviços de urgência, UBS e centros de testagem. O atendimento também avalia sífilis, hepatites B e C, outras IST e, quando é o caso, a prevenção da gravidez.

Em caso de violência sexual, procure um serviço de saúde o quanto antes, mesmo sem ter registrado a ocorrência. O atendimento inclui a PEP, a prevenção de outras IST e a anticoncepção de emergência, com sigilo. A Central de Atendimento à Mulher atende pelo 180.

Prevenção combinada

  • Preservativo externo (masculino) ou interno (feminino) em todas as relações, distribuído de graça nas UBS.
  • PrEP (profilaxia pré-exposição): remédio tomado antes da exposição, por quem tem mais chance de contato com o HIV, oferecido pelo SUS.
  • Vacinas contra a hepatite B e contra o HPV. Veja vacina de HPV em adultos.
  • Testagem regular de HIV, sífilis e hepatites, com a frequência que a exposição pedir.
  • Tratamento do HIV: quem mantém a carga viral indetectável não transmite o HIV pela via sexual.

Sinais de alerta: atendimento no mesmo dia

  • Dor forte no baixo ventre com febre, vômitos ou dor na relação sexual.
  • Dor súbita e forte num testículo, com ou sem inchaço: pode ser torção, uma emergência que precisa de atendimento em poucas horas.
  • Gestante com corrimento, ferida genital ou exame positivo para sífilis ou HIV: o tratamento protege o bebê.
  • Feridas genitais extensas, com febre ou dificuldade para urinar.

Onde a teleconsulta entra

Pelo chat, o médico avalia os sintomas e a exposição, indica os testes, prescreve o tratamento quando há indicação e orienta como a parceria deve ser tratada. A PEP começa no serviço de saúde: depois de uma exposição recente, procure-o sem esperar a consulta.

Perguntas frequentes

Posso ter IST sem sintomas?

Sim, e é comum. Clamídia, gonorreia, sífilis, HIV e hepatites podem passar meses ou anos sem sintomas. Por isso, o teste é indicado sempre que houver exposição de risco, parceria nova ou diagnóstico de outra IST.

Quando fazer o teste depois de uma exposição?

Na hora, para saber a situação de partida, e de novo nas semanas seguintes, porque cada infecção leva um tempo (a janela) para aparecer no exame. O serviço de saúde indica as datas.

A parceria precisa tratar mesmo sem sintomas?

Sim. Sem o tratamento da parceria, a infecção volta para quem já foi tratado. O ideal é que a parceria seja avaliada e tratada ao mesmo tempo.

Pelo chat, o médico avalia os sintomas e a exposição, indica os testes e o tratamento e orienta como cuidar da parceria.

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Conteúdo informativo, que não substitui a avaliação médica individual. Depois de exposição de risco ou de violência sexual, a PEP precisa começar em até 72 horas: procure um serviço de saúde o quanto antes. Em emergências, procure um pronto-socorro ou ligue para o SAMU (192).

Fontes: Ministério da Saúde — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) (2022, com anexo alterado em 2024); PCDT para Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de Risco à Infecção pelo HIV, IST e Hepatites Virais (2024); PCDT para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) Oral à Infecção pelo HIV (Portaria SECTICS/MS nº 55, de 14/11/2024); Organização Mundial da Saúde — Guidelines for the management of symptomatic sexually transmitted infections (2021); Workowski KA et al. Sexually Transmitted Infections Treatment Guidelines, 2021. MMWR Recomm Rep. 2021;70(4):1-187.