Sintomas comuns
Olho seco: sintomas, telas e tratamento
Conteúdo informativo — não substitui avaliação médica individual. Em emergências, procure um pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU).
Ardência, sensação de areia, olhos cansados e visão que embaça e clareia ao piscar: o olho seco virou uma das queixas de olho mais comuns do consultório — e as telas têm participação direta. A lágrima é mais do que água: é uma película que protege e lubrifica a superfície do olho, e qualquer desequilíbrio nela gera sintomas.
Por que as telas pioram tanto
Quando prestamos atenção numa tela, piscamos muito menos — e muitas piscadas saem pela metade. Piscar menos significa lágrima evaporando sem reposição e as glândulas das pálpebras trabalhando menos. Somam-se o ar-condicionado e os ambientes secos, as lentes de contato por muitas horas, alguns remédios (antialérgicos, antidepressivos), as alterações hormonais (o olho seco é mais comum em mulheres, principalmente depois da menopausa) e, numa minoria dos casos, doenças autoimunes — aquelas em que a defesa do corpo ataca o próprio organismo.
O que ajuda de verdade
- Lágrimas artificiais (colírios que lubrificam) usadas com regularidade, não só quando arde — de preferência sem conservantes para quem pinga muitas vezes ao dia. Não confunda com os colírios "clareadores", que não tratam nada e irritam o olho com o uso repetido.
- Regra 20-20-20: a cada 20 minutos de tela, olhe para algo a cerca de 6 metros (20 pés) por 20 segundos — e pisque por completo.
- Deixe a tela um pouco abaixo da linha dos olhos: com o olho menos aberto, a lágrima evapora menos.
- Deixe o ar do ambiente mais úmido e evite o jato do ar-condicionado no rosto.
- Compressas mornas nas pálpebras e limpeza da borda dos olhos, quando orientadas — ajudam a destravar as glândulas que produzem a parte gordurosa da lágrima.
Olho seco ou conjuntivite?
A dúvida é comum: os dois deixam o olho vermelho e incomodado. No olho seco, o que predomina é ardência e sensação de areia nos dois olhos, pior no fim do dia e depois das telas, sem secreção amarelada. Na conjuntivite, há secreção (aquosa ou amarelada), o quadro costuma começar num olho e pode passar para outras pessoas. Vale procurar o oftalmologista quando os sintomas continuam apesar dos cuidados, quando há dor de verdade no olho, muita sensibilidade à luz ou visão reduzida, e nos casos que precisam de tratamento além da lubrificação.
Na teleconsulta, o médico avalia os sintomas e os fatores envolvidos (telas, ambiente, remédios, lentes), orienta a lubrificação e as mudanças de hábito, diferencia olho seco de conjuntivite e de outras causas de olho vermelho e encaminha ao oftalmologista os quadros que não melhoram ou que têm sinais de alerta.
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Iniciar consulta por chatConteúdo informativo. Dor ocular importante, fotofobia ou baixa visual exigem avaliação oftalmológica presencial. Diagnóstico e prescrição dependem de consulta médica.
Fontes: Conselho Brasileiro de Oftalmologia e Sociedade Brasileira de Oftalmologia.