Saúde e prevenção

Vitamina D: quando dosar e quando suplementar

Conteúdo informativo — não substitui avaliação médica individual. Em emergências, procure um pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU).

A vitamina D virou moda, com exageros para os dois lados: uns tomam sem precisar, outros temem à toa. A ciência de hoje (das entidades Endocrine Society e SBEM e do estudo VITAL) mostra um caminho do meio, bem claro.

Para quem vale a pena dosar

A falta grave de vitamina D enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas e quedas. Por isso, faz sentido dosar e, quando preciso, repor em alguns grupos: idosos, quem pega pouco sol, pessoas com obesidade, quem tem doenças que atrapalham a absorção (como doença celíaca, doença inflamatória do intestino ou cirurgia de redução do estômago), quem tem problema grave nos rins e quem usa remédios para convulsão ou corticoide. O exame é o da 25-hidroxivitamina D. As entidades médicas recomendam dosar só nesses grupos de risco, e não em todo mundo.

Quando repor

Quando a falta é confirmada, o tratamento costuma começar com uma dose maior e depois seguir com uma dose menor de manutenção (em geral de 1.000 a 2.000 UI por dia, ajustada pelo médico). Em idosos com risco de cair, doses adequadas junto com cálcio reduziram as fraturas. No Brasil, os valores de referência mais usados são: acima de 20 ng/mL já está bom para o adulto saudável; nos grupos de risco (idosos, osteoporose, má absorção), a meta costuma ser de 30 a 60 ng/mL; abaixo de 20 indica falta.

O que NÃO funciona (e o perigo do excesso)

O estudo VITAL, com mais de 25 mil adultos saudáveis, não achou menos infarto, AVC nem câncer em quem tomou 2.000 UI por dia. Para gripe, Covid, depressão e diabetes, os resultados são inconsistentes, ou seja, não dá para afirmar que ajuda. E doses muito altas (acima de 10.000 UI por dia por muito tempo) podem elevar demais o cálcio no sangue e causar pedra nos rins e batimentos irregulares do coração. Por isso, a reposição é feita caso a caso e ajustada por exames.

Pelo chat da Consulta+, o médico pode ver se você está num grupo de risco, pedir e explicar o exame e receitar a dose certa quando houver indicação.

Atendimento por chat com médico real (CRM). Quando indicado, você recebe receita, atestado e pedido de exame em PDF, válidos em todo o Brasil.

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Conteúdo informativo. A reposição de vitaminas depende de exames e prescrição individualizada por médico habilitado.