Saúde e prevenção
Doença renal crônica: silenciosa e subdiagnosticada
Conteúdo informativo — não substitui avaliação médica individual. Em emergências, procure um pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU).
Os rins têm uma reserva enorme: continuam dando conta do serviço mesmo depois de já terem perdido boa parte da função. Por isso a doença renal crônica avança em silêncio. Quando os sintomas aparecem (inchaço, cansaço, enjoo, urina com espuma), a perda costuma já estar avançada. A boa notícia é que dois exames simples descobrem cedo.
As duas grandes causas
O diabetes e a pressão alta são a causa da maioria dos casos de doença renal crônica. O excesso de açúcar e a pressão elevada vão estragando, ano após ano, os pequenos vasos que filtram o sangue dentro dos rins. Outras causas são doenças do próprio filtro do rim, rins com muitos cistos, entupimentos na saída da urina e uso prolongado de remédios que agridem os rins. Controlar bem o açúcar e a pressão é, de longe, a maior proteção que existe para os rins.
Os dois exames que descobrem cedo
Quem tem fatores de risco (diabetes, pressão alta, doença do coração, casos de doença renal na família ou 60 anos ou mais) deve incluir no check-up dois exames. O primeiro é a creatinina no sangue, com a qual se calcula a taxa de filtração dos rins, uma espécie de "velocímetro" que mostra o quanto eles ainda filtram. O segundo é a albuminúria (pesquisa de uma proteína, a albumina, na urina), que aponta o dano nos rins antes mesmo de a filtração cair. Quando essas alterações se confirmam por mais de três meses, fecha-se o diagnóstico e o estágio da doença.
Cuidado com os anti-inflamatórios
Tomar anti-inflamatórios por conta própria para qualquer dor é um perigo pouco conhecido para os rins, ainda mais em quem já tem risco, está desidratado ou usa remédio para pressão. O uso repetido e sem orientação pode fazer os rins perderem função. Antes de usar com frequência, converse com o médico sobre outras opções.
Quando encaminhar ao nefrologista
A maior parte dos casos iniciais pode ser acompanhada pelo clínico geral, com controle rigoroso da pressão e do açúcar e revisão dos remédios. O encaminhamento ao nefrologista (o médico dos rins) é indicado quando a filtração cai muito ou rápido, quando a albuminúria está alta e não melhora, ou quando há dúvida sobre a causa. Hoje existem tratamentos que seguram o avanço da doença renal, e quanto mais cedo começam, melhor o resultado. Pelo chat da Consulta+, o médico pode pedir e explicar a creatinina, a filtração dos rins e a albuminúria, revisar os seus remédios e organizar o encaminhamento quando indicado.
Atendimento por chat com médico real (CRM). Quando indicado, você recebe receita, atestado e pedido de exame em PDF, válidos em todo o Brasil.
Iniciar consulta por chatConteúdo informativo. O estadiamento e o tratamento da doença renal crônica dependem de avaliação médica individual. Inchaço súbito, queda importante do volume de urina ou falta de ar pedem atendimento presencial.
Fontes: Sociedade Brasileira de Nefrologia e Ministério da Saúde.