Saúde da mulher

Reposição hormonal: para quem é indicada (e para quem não é)

Conteúdo informativo — não substitui avaliação médica individual. Em emergências, procure um pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU).

A terapia hormonal da menopausa passou por décadas de idas e vindas na medicina. Hoje o consenso é claro. Ela é o tratamento mais eficaz para os sintomas do climatério e é segura para as mulheres certas, no momento certo. Para outras, é contraindicada. A decisão é sempre individual, feita com o médico — nunca por modismo.

A "janela de oportunidade"

As diretrizes atuais apontam o melhor momento para começar: antes dos 60 anos ou nos primeiros 10 anos após a menopausa. É a chamada janela de oportunidade. Nesse grupo, para mulheres com sintomas e sem contraindicações, os benefícios tendem a superar os riscos. Entre os benefícios estão o alívio dos fogachos (ondas de calor), a melhora do sono e da qualidade de vida e a proteção dos ossos. Começar muito tarde muda essa conta, e a indicação precisa ser reavaliada caso a caso.

Quando a terapia hormonal NÃO é indicada

  • Quem já teve câncer de mama ou outros tumores que crescem sob estímulo de hormônio.
  • Quem já teve trombose venosa profunda ou embolia pulmonar (coágulos na perna ou no pulmão), ou tem alto risco de formar coágulos.
  • Doença do coração ou dos vasos já estabelecida, como infarto ou AVC prévios.
  • Sangramento vaginal ainda não investigado. Ele precisa de diagnóstico antes de qualquer hormônio.
  • Doença grave e ativa no fígado.

Ter uma contraindicação não significa ficar sem tratamento. Existem alternativas sem hormônio que funcionam para os fogachos e para os sintomas da região íntima. Elas estão explicadas no artigo sobre menopausa e climatério.

O alerta sobre implantes hormonais ("chip da beleza")

Nos últimos anos, cresceu a oferta de implantes hormonais manipulados com promessas de emagrecimento, "rejuvenescimento", ganho de músculos e mais energia. É importante saber: a Anvisa proibiu a manipulação, a venda e o uso desses implantes manipulados à base de esteroides anabolizantes ou hormônios androgênicos para fins estéticos, esportivos ou de ganho de massa muscular. O CFM (Resolução 2.333/2023) também proíbe os médicos de prescrever hormônios com essas finalidades. A Febrasgo se posiciona contra os implantes manipulados.

Esses produtos não têm registro nem comprovação de segurança para esses usos. Os riscos incluem problemas no coração e nos vasos, alterações no fígado, transtornos de humor e infertilidade. Terapia hormonal séria trata sintomas e doenças diagnosticadas. Ela não é ferramenta estética.

Decisão compartilhada, nunca por conta própria

Usar ou não terapia hormonal, qual tipo, por qual via e por quanto tempo: tudo depende dos seus sintomas, da sua idade, do tempo de menopausa e do seu histórico pessoal e familiar. Por teleconsulta, o médico levanta esse histórico e avalia indicações e contraindicações. Ele pede os exames necessários e, quando há indicação clínica, prescreve e acompanha o tratamento, com reavaliações periódicas — elas fazem parte do uso seguro.

Atendimento por chat com médico real (CRM). Quando indicado, você recebe receita, atestado e pedido de exame em PDF, válidos em todo o Brasil.

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Conteúdo informativo. A indicação, a escolha e o acompanhamento de terapia hormonal dependem de avaliação médica individual. Nunca inicie, troque ou suspenda hormônios por conta própria.

Fontes: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Conselho Federal de Medicina (Resolução CFM nº 2.333/2023) e Anvisa.